O ainda líder mundial de vendas de telemóveis, a finlandesa Nokia, apresentou resultados relativos ao segundo trimestre de 2003 abaixo das expectativas dos especialistas financeiros. Apesar da quebra ter sido de apenas um por cento em relação ao período homólogo, com vendas no valor de 7,85 mil milhões de dólares, a grande exposição ao mercado norte-americano - aposta clara e estratégica da Nokia - está a ter os seus custos.
Isto porque o dólar encontra-se numa posição inferior face ao euro, que como moeda de referência está a ganhar cada vez mais espaço à divisa norte-americana. Estando a Nokia apostada em manter a sua liderança de mercado nos Estados Unidos, é natural que este factor tenha algum peso na sua balança comercial. No entanto, Jorma Olilla, CEO da Nokia, parece não estar preocupado com tal exposição.
«Continuámos com excelentes lucros e desenvolvimentos muito positivos nas quotas de mercado de venda de telemóveis. Ganhámos em duas áreas estratégicas: nos Estados Unidos, o nosso maior mercado e na área global do CDMA, estando a nossa quota estimada em 39%. No entanto, a evolução dos nossos lucros reflecte a fraqueza do dólar norte-americano», referiu o líder da Nokia.
Para além do dólar, a aposta no mercado emergente indiano, com terminais de baixo custo, tiveram influência nos resultados do segundo trimestre deste ano. As vendas cresceram na Europa mas foram desvirtuadas pela quebra de resultados na Ásia e Pacífico e nas Américas.
Pelo trimestre consecutivo, o volume de terminais vendidos subiu, com 105 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 11%.